sexta-feira, 21 de abril de 2017

PORTUGUÊS INSTRUMENTAL


Português Instrumental é o estudo da língua portuguesa, que tem como objetivo a capacitação para a compreensão, interpretação e para a composição de textos.

Denotação e Conotação

A significação das palavras não é fixa, nem estática. Por meio da imaginação criadora do homem, as palavras podem ter seu significado ampliado, deixando de representar apenas a ideia original (básica e objetiva). Assim, frequentemente remetem-nos a novos conceitos por meio de associações, dependendo de sua colocação numa determinada frase. 

Observe os seguintes exemplos:

A menina está com a cara toda pintada.

Aquele cara parece suspeito.

No primeiro exemplo, a palavra cara significa rosto.
Já no segundo exemplo, a mesma palavra cara significa "pessoa", "sujeito ", "indivíduo".



Publicado por Carolina Marques Menezes - Curso Técnico em Contabilidade - Polo Mostardas 
http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil1.php









Publicado por Carolina Marques Menezes Curso Técnico em Contabilidade - Polo Mostardas 
https://www.google.com.br/search?q=denota%C3%A7ao&espv=2&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=
0ahUKEwiR8KiGq7bTAhUGDpAKHQefA8UQ_AUIBygC&biw=1366&bih=662&dpr=1#imgrc=CF0eiUdJVUIF3M:






Os Implícitos



A ideia de implícito em um texto está naquilo que está presente pela ausência, ou seja, o conteúdo implícito pode ser definido como o conteúdo que fica à margem da discussão, porque ele não vem explicitado no texto. Implícito é aquela informação que está por trás das palavras, são os não-ditos.
EX: “O tempo continua chuvoso”, comunica-se de maneira explícita que, no momento da fala, o tempo é de chuva, mas, ao mesmo tempo, o verbo “continuar” revela a informação implícita de que, antes, o tempo já estava chuvoso.


Pressuposto


Os pressupostos são identificados quando o locutor veicula uma mensagem adicional a partir de alguma palavra ou expressão, ou seja, o pressuposto possui uma marca linguística que permite ao leitor depreender e inferir a informação implícita. Essa percepção é característica do leitor proficiente, aquele que lê não só palavras, mas os sentidos veiculados por trás delas, nas camadas mais profundas do texto.
O concurseiro deixou de sair aos sábados para estudar mais.
(pressuposto: o concurseiro saía todos os sábados.)


Subentendidos


Enquanto os pressupostos seriam as mensagens adicionais, os subentendidos seriam as mensagens escondidas. Devem ser deduzidas pelo leitor/interlocutor e, justamente por essa ideia de dedução, podem não ser verdadeiras. O locutor/autor pode utilizar o subentendido para dizer algo que parece não estar dizendo, e a interpretação, inferência é de total responsabilidade do leitor/ouvinte. Ou seja, o autor/locutor pode perfeitamente negar ter dito o que foi inferido.Percebe-se aqui outra diferença entre os institutos, já que os pressupostos são sempre marcados linguisticamente e, por isso, são verdadeiros, inclusive quando negamos a frase original. Os subentendidos, entretanto, não possuem marcas linguísticas, seus sentidos são depreendidos pelo leitor/ouvinte através do próprio contexto comunicacional, sendo, portanto, uma interpretação ou afirmação que pode ser negada, pode ser verdadeira ou não.
Consideremos o contexto e situação comunicativa:

* Situação em que recebemos uma visita:

- Nossa! Está muito calor aqui dentro!

(possível subentendido: a pessoa pede que as janelas sejam abertas ou que se ligue o ventilador ou o ar condicionado)

           Publicado por Eloisa da Silva Milanezi e Luciana Fernandes da Silva - Curso Técnico em Contabilidade - Polo Mostardas 
                                                http://fatoresdetextualidade.blogspot.com.br/2014/03/pressuposto-ou-subentendido.html 


Ambiguidade Problemática
Considerada-se um vício de linguagem. É também chamada de Anfibologia. Ocorre quando há a duplicidade de sentido em palavras ou expressões do texto.
Muitas vezes, certas orações não são constituídas com clareza. Acontece isto quando alguns termos apresentam entendimento ambíguo ou duvidoso. Isso pode acontecer quando são usadas palavras ou expressões que não possibilitam uma interpretação precisa. Neste caso há um entendimento duvidoso da sentença e a Ambiguidade se estabelece.

Exemplos:

A menina disse à colega que sua mãe havia chegado.

(A oração deixa um entendimento duvidoso, pois não se sabe ao certo quem chegou. A mãe da menina ou a mãe da colega).

O atleta falou ao treinador caído no chão. (Não há como saber quem está caído. Se é o atleta ou o treinador.)

Perseguiram o porco do meu tio.
(Quem foi perseguido? o porco que é um animal ou o tio que está sendo chamado de porco?)
Orações como estas são casos de Ambiguidade, que deixam muitas dúvidas no entendimento.
Publicado por Deumara Anagia Dias Anziliera e Angélica Oliveira de Lima - Curso Técnico em Contabilidade - Polo Mostardas
http://www.figuradelinguagem.com/ambiguidade/
Um enunciado pode apresentar mais de um sentido acarretando, dessa forma, várias interpretações. A múltipla possibilidade de leitura pode ser usada intencionalmente pelo enunciador, porém uma leitura atenta, normalmente, elimina a maioria dos problemas de ambiguidade no texto.
Quando empregada de forma intencional, torna-se um importante recurso de expressão, como acontece em textos literários, publicitários ou humorísticos.


Ex.: RUFFLES – A BATATA DA ONDA



Para dar credibilidade à veiculação e ao produto, podemos depreender dois sentidos da palavra onda: a sua forma ondulada e estar na moda.


“Mim gostar LIMPOL, natural.” ÚNICO BRANCO QUE RESPEITA A NATUREZA.


Quando é resultado da má organização das idéias, ou do emprego inadequado de certas palavras, ou ainda de inadequação do texto ao contexto discursivo, pode gerar problemas para a comunicação.



Em síntese, ambiguidade é a indeterminação de sentido que certas palavras ou expressões apresentam, o que dificulta a compreensão do enunciado. Pode ser:

Estrutural – pela posição de determinada palavra ou expressão em um enunciado. Por exemplo: “O computador tornou-se um aliado do homem, mas esse nem sempre realiza todas as suas tarefas.” (as palavras "esse" e "suas" podem referir-se tanto a "computador" quanto a "homem"). Nesse caso, a interpretação ambígua é ocasionada pelo emprego de palavras que não permitem ao leitor a identificação correta do seu referente no texto.

Lexical – Quando a palavra assume duas formas diferentes, como é o caso da polissemia ou da homonímia.
A polissemia é a pluralidade significativa de um mesmo significante, isto é, a capacidade que o próprio vocábulo possui de assumir várias significações, somente definidas dentro de um determinado contexto. Por exemplo:
“No meio do caminho tinha uma pedra” (Carlos Drummond de Andrade)
PEDRA = fragmento mineral ou problema, contratempo.


Publicado por Deumara Anagia Dias Anziliera e Angélica Oliveira de Lima - Curso Técnico em Contabilidade - Polo Mostardas 
http://educacao.globo.com/portugues/assunto/recursos-expressivos/ambiguidade-e-polissemia.html


  Ambiguidade   Estilística

A primeira peça publicitária do Brasil talvez tenha sido a Carta de Pero Vaz de Caminha, dirigida ao rei de Portugal dom Manuel, enaltecendo as belezas da nossa terra

O que caracteriza a publicidade é o uso de uma linguagem retórica. Retórica é a arte de convencer, de persuadir. Veiculada num anúncio de revista, num outdoor ou na internet, o objetivo da linguagem publicitária é convencer o leitor, criar uma atitude favorável ao produto ou ao serviço que está sendo vendido. A linguagem da publicidade é uma linguagem centrada no receptor ou destinatário da mensagem.



Trocadilhos e referências



 A publicidade utiliza a criatividade para seduzir o consumidor. Para entendê-la, ou, ainda, para construí-la, muitas vezes é necessário conseguir "ler" aquilo que não está escrito, entendendo as referências que a publicidade faz.



Por exemplo, para promover os seus classificados (seção do jornal em que as pessoas anunciam o que querem vender), um jornal paulistano adotou o rato como mascote.

A escolha deste animal pode ser entendida como uma alusão à expressão "rato de biblioteca", aquele que investiga arquivos, que vive entre os papéis.O anúncio comercial de TV levado ao ar em 2005, afirmava: "2005 é o ano do rato". Era, ao mesmo tempo, referência ao horóscopo chinês e ao mascote associado aos classificados. Um outro comercial mostrava cenas em que o consumidor se dirigia, sem sucesso, aos classificados de um jornal concorrente. O rato gargalhava e dizia: "É o ano do pato". Pato, metaforicamente, é uma pessoa tola.

Contexto É necessário entender o contexto da publicidade. Durante a Segunda Guerra Mundial, a publicidade de uma lapiseira exaltava a rapidez com que era acionada, dizendo que ela era mais rápida que uma metralhadora.

Numa peça publicitária, o texto mantém uma relação estreita com a imagem. A relação entre texto e imagem potencializa a força de persuasão do anúncio. Se a publicidade tem por objetivo vender produtos e serviços, a propaganda destina-se a a vender ideias e ideologias. A distinção entre publicidade e propaganda não é muito rigorosa e às vezes os dois termos são usados indiferentemente.

A propaganda política e as campanhas eleitorais, em seu propósito de convencer o leitor a votar num determinado candidato, são bons exemplos da arte de vender ideias.


Linguagem 

A linguagem da publicidade é uma linguagem de massas, que deve ser direta e acessível. Por isso os textos publicitários usam uma linguagem simples e de fácil entendimento. Evita sintaxe rebuscada ou termos eruditos. Apesar disso, a linguagem da publicidade é a norma culta: erros gramaticais ou ortográficos só são utilizados de propósito, e pode apelar para licença poética, usando também neologismos. O uso de termos vulgares e de palavrões também não faz parte da linguagem da publicidade.

Geralmente a peça publicitária é composto por imagem, título, texto, assinatura e slogan. A assinatura é o nome do produto e do anunciante. Slogan é uma frase ou uma expressão concisa e fácil de lembrar, que associamos imediatamente ao produto. Será que você se lembra de alguns destes slogans? 

Se é Bayer é bom. (Bayer) 
Não esqueça da minha Caloi! (Bicicletas Caloi)..
Tem 1001 utilidades. (Bombril) 
É impossível comer um só! (Cheetos) 
Legítimas, só Havaianas. (Sandálias Havaianas) 
Terrível contra os insetos. (Inseticida SBP)


No rádio e na televisão, a oralidade é uma característica importante. Em jornais, revistas e na internet, a linguagem é mais formal.

Para conquistar o consumidor, o texto publicitário apela para o desejo e a fantasia das pessoas. A linguagem da publicidade usa ambiguidades, omite, exagera, brinca, usa metáforas e expressões de duplo sentido. Pode também conquistar usando a musicalidade, o ritmo e recursos sonoros, como rimas e assonâncias. O uso dos recursos da língua é essencial para a publicidade atingir seus objetivos. A publicidade deve divertir, motivar, seduzir, fazer sonhar, excitar ou entusiasmar.

A linguagem publicitária apela à emoção. É importante conseguir ler nas entrelinhas, isto é, perceber o sentido implícito de uma mensagem. Os textos publicitários merecem uma leitura crítica e inteligente do consumidor.

Ética e limites da publicidade

O discurso publicitário, por ser persuasivo, tem um grande poder sobre o público. Sua aplicação dá poder a quem se utiliza dele. A publicidade tem um papel importante na nossa cultura, pois promove a troca simbólica de ideias, produtos e serviços. Existe uma autorregulamentação da publicidade, que define limites de atuação e pode vetar a veiculação de alguns anúncios. Os textos publicitários respondem pela qualidade dos produtos e serviços que estão sendo vendidos. Por isso não podem lançar mão de argumentos mentirosos ou desonestos. A publicidade também não deve usar linguagem inadequada: linguagem vulgar ou depreciativa, o que inclui linguagem de natureza racista, discriminatória, sexual ou obscena.


Publicado por Deumara Anagia Dias Anziliera e Angélica Oliveira de Lima - Curso Técnico em Contabilidade - Polo Mostardas
https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/publicidade-linguagem-para-convencer.htm









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        Publicado por Eloisa da Silva Milanezi e Luciana Fernandes da Silva - Curso Técnico em Contabilidade - Polo Mostardas 
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wirrbr RosPTAhVGGJA KHaOXC4MQ_AUICygC&biw=1366&bih=662#imgdii=h6jeC6pRU_GhAM:&imgrc=_ORCWGPKIEb8MM: